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Publicado em 24/01/2014

Com a casa pronta e decorada, agora é a hora de escolher as panelas

Por: Alessandra Hellbrugge

Cozinhar não é uma tarefa fácil, principalmente na rotina atribulada em que vivemos. Aliar nossa rotina aos hábitos alimentares mais saudáveis, se torna cada dia mais difícil e o que muitas pessoas não sabem, é que ao escolher a panela correta já estarão fazendo muito por sua saúde. Na hora de escolher a panela ou frigideira é preciso ter em mente que a matéria-prima que compôe esses materiais pode migrar para o alimento, trazendo assim, benefícios ou prejuízos à saúde. Além disso, de acordo com o material utilizado é possível que ela dependa de menor quantidade de óleo no preparo dos alimentos e confira mais praticidade na hora da higienização. Atualmente encontramos uma grande variedade de panelas no mercado, entenda um pouco mais sobre cada tipo.   PANELAS DE FERRO:             As panelas de ferro são imbatíveis quando o assunto é anemia ferropriva (quando há deficiência de ferro). Já é comprovada a migração do ferro das panelas para o alimento, trazendo assim, benefícios para a saúde. A dica nos casos de anemia ferropriva é utilizar alimentos mais ácidos e cozinha-los por um longo período na panela, pois quanto maior a acidez, a temperatura e o tempo de contato do alimento com a panela, maior será a liberação. Para evitar que enferruje, o ideal é lava-las com água e sabão e seca-las na boca do fogão, passando óleo em toda sua superfície quando secas para impedir o contato com o oxigênio.             PANELAS DE ALUMÍNIO:             As panelas mais comuns e com preço mais acessível, são as panelas de alumínio. Fique atento ao utilizar estas panelas! Elas liberam grande quantidade de alumínio para o alimento que será consumido. O alumínio e o ferro são carreados no sangue pela mesma proteína, chamada transferrina. Portanto, ao competir pela mesma proteína carreadora, quanto maior a quantidade de alumínio ingerida, menor será a capacidade de transporte do ferro, podendo aumentar o risco de anemia ferropriva.  Quanto mais nova for a panela, maior a quantidade de alumínio liberada.  Portanto, quando adquirida, a panela deve ser fervida de 3 a 4 vezes com água antes de ser utilizada. O escurecimento, ocasionado pela utilização do produto, protege contra a liberação desse elemento (alumínio). Nesse caso evite arear a panela por dentro. Evite cozinhar alimentos com enxofre como: couve, brócolis, espinafre e cebola, pois aumentam a liberação do metal para o alimento. Caso já as possua em casa, procure cozinhar cereais como arroz, milho e trigo que absorvem menor quantidade de alumínio. Em caso de pacientes com insuficiência renal, estas panelas não devem ser utilizadas.   PANELAS E FRIGIDEIRAS ANTIADERENTES:             Se a preocupação é diminuir a adição de óleo na preparação, as panelas e frigideiras antiaderentes podem ser uma boa opção. Esses produtos possuem uma camada que reveste o utensílio evitando o contato do alimento com a composição (alumínio, chumbo, níquel da panela), impedindo assim, que o alimento seja contaminado por tais elementos com potencial maléfico para a saúde. Estudos recentes comprovam que quando utilizadas em temperaturas muito elevadas e por longos períodos, essas panelas podem liberar uma substância com ação cancerígena presente no teflon. Portanto, ao utilizá-las, evite frituras e longos períodos de cocção e comece a levar em consideração outras opções.             PANELAS DE CERÂMICA E VIDRO:             Panelas de cerâmica e vidro são ótimas opções, pois não liberam metais tóxicos para o alimento e são práticas na hora de higienizar. Infelizmente, possuem preço mais elevado, podem queimar o alimento muito rápido e necessitam de adição de óleo no preparo pois o alimento tende a grudar.   PANELAS DE TITÂNIO:             As panelas de titânio possuem um valor elevado de compra, justificado por não liberarem substâncias maléficas na preparação e não necessitarem de óleo para o preparo do alimento, uma vez que não permitem a aderência do alimento. Além disso, as panelas de titânio conseguem manter o alimento quente por mais tempo.   Créditos: Nutricionista Alessandra Hellbrugge – CRN10-4040 – alessandra.hellbrugge@uol.com.br